Neste final de semana tivemos o 9o. Congresso Brasileiro sobre Melanoma, evento importante no calendário da medicina do país. O melanoma é um câncer de pele que pode aparecer espontaneamente ou desenvolver-se a partir de sinais previamente existentes. É altamente letal exceto se detectado precocemente.
É mais comum nas pessoas com pele branca que tenham se exposto ao sol. Cerca de 10% dos melanomas tem influência familiar. Se você tem ou teve melanoma na família, especialmente irmã(o), pai ou mãe, deve se afastar do sol!!! E fazer acompanhamento dermatológico periódico. Seu dermatologista vai lhe dizer qual a frequencia necessária, que, a depender do caso, pode ser entre 3 e 12 meses.
A consulta do dermatologista, pelo menos 1 vez por ano, mesmo naqueles pacientes de baixo risco, deve ter exame geral de pele, e, é claro, isto inclui áreas cobertas, que devem, portanto, ser descobertas na hora do exame. O exame deve incluir análise minuciosa pelo dermatologista do couro cabeludo ao pé.
O acompanhamento inclui fotografia dos sinais suspeitos e um exame chamado dermatoscopia, com foto da lesão para comparação na visita posterior. Se necessário, é feito um mapeamento digital de toda a superfície corporal.
Em casa, seus cuidados incluem a observação de sinais que existem em sua pele. Sinais de que algum deles aumenta em tamanho, muda de cor, cria relevos ou ulcera devem levá-lo ao dermatologista rapidamente. Sinais nas mãos e pés devem ser sempre avaliados.
No melanoma a chave é o cuidado preventivo. E todo o cuidado é pouco. Afastar-se do sol parece ser muito importante.
Os tratamentos tem evoluído, e as pesquisas não vêem fronteiras, há muito ainda para ser entendido e estudado.
Como a incidência de melanoma vem aumentando expressivamente, o exame anual de rotina ao dermatologista deveria ser mandatório. Para todos.

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