Sempre houve o consenso de que os tipos de pele eram quatro: Normal, Oleosa, Seca e Mista. Este é um conceito antigo, que peca por ignorar vários fatores como pigmentação (fototipo)  e idade, que conferem particularidades no chamado “tipo de pele”. E mais: há grande confusão sobre hidratação e lubrificação. Hidratação é o poder que a pele tem de reter água em sua derme em diferentes profundidades. A água que se bebe. Ou seja, uma boa hidratação dependerá, entre outras coisas, da quantidade de água ingerida diariamente. Lubrificação, por sua vez, vem do óleo que é produzido pelas glândulas sebáceas da pele. Assim, podemos ter peles desidratadas e oleosas ou peles hidratadas e deslubrificadas e assim por diante. E ainda: A vascularização traduz uma maior ou menor sensibilidade da pele.

O assunto já não parece tão simples, não é mesmo? Experimente passar no balcão de uma grande empresa de cosméticos de um magazine americano, por exemplo. Não importa qual o tipo da sua pele. Você sairá de lá com um mínimo de 5 produtos (limpeza, tonificação, hidratação e proteção diurna/noturna) com resultados imprevisíveis para a sua pele. Ah, não podemos esquecer do clima, que modifica substancialmente o tipo de cuidado que devemos ter com a pele, pois modifica-a na medida em que ela é a responsável pela manutenção do equilíbrio interno. Assim, em um clima úmido ela fica mais oleosa e embebida, e em um clima seco ela fica mais ressecada e com menor lubrificação. Daí se entende a diferença de sua pele e dos seus cabelos no Rio de Janeiro e em Paris, por exemplo. Não parecem muito diferentes?

Em resumo, se é que se pode resumir, uma pele deve ser classificada no mínimo em relação ao fototipo (coloração), à lubrificação (óleo), hidratação (capacidade de reter água), grau de envelhecimento (sol acumulado ao longo da vida) e vascularização.